O SAL DA TERRA
Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido,
com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser
pisado pelos homens. (Mateus 5:13)
Introdução
Quando Jesus pronunciou estas palavras, usou uma expressão que depois se
tornou o maior elogio que se pode oferecer a uma pessoa. Se desejarmos
sublinhar a solidez, utilidade e valor de alguém podemos dizer: "Pessoas
assim são o sal da Terra." Na antiguidade o sal possuía um valor muito
grande. Na verdade, o sal pode ser relacionado com três qualidades especiais:
I. O sal se relaciona com a ideia de pureza.
A cintilante brancura do sal faz com que a associação com a pureza seja
fácil de ser entendida. Os romanos diziam que o sal era o mais puro do mundo
porque procedia de uma das coisas mais puras que existe: o mar. Portanto, para
que o cristão seja o sal da Terra, deve ser um exemplo de pureza. Uma das
características do mundo em que vivemos é a diminuição das exigências morais.
No que respeita à honradez, a diligência no trabalho, a retidão, a moral, todas
as normas estão sofrendo um processo de rebaixamento. O cristão deve ser aquele
que mantém no alto os ideais de uma pureza absoluta na linguagem; (Mateus
12:37). Na conduta e até no pensamento; (Filipenses 4:8). Nenhum cristão pode
apartar-se das normas de uma estrita honestidade. Nenhum cristão pode aceitar o
rebaixamento das pautas morais em um mundo em que as ruas de qualquer grande
cidade são um permanente e deliberado convite ao pecado. Nenhum cristão pode
permitir ocorrências de duplo sentido que hoje formam parte da conversação
habitual em muitos meios sociais. O cristão vive no mundo, mas como o afirma
Tiago, deve "guardar-se sem mancha do mundo" (Tiago. 1:27).
II. O sal se relaciona com a idéia de preservação.
Para impedir que os mantimentos, e outras coisas, apodrecessem ou se
corrompessem, para deter o processo de putrefação, usava-se o sal. De maneira
que o sal impede a corrupção. Para que o cristão seja o sal da Terra, deve ele
cumprir uma certa função anti-séptica (que impede a putrefação) no mundo. O
cristão deve ser como um elemento purificador em qualquer grupo em que se
encontre presente. Deve ser a pessoa que por sua simples presença derrota a
corrupção e faz com que para outros seja mais fácil ser bons.
III. O sal se relaciona com a idéia de dar
sabor.
A comida preparada sem sal é tristemente insípida e até pode chegar a
ser repulsiva. O cristianismo é para a vida o que o sal é para a comida.
Amadurece a vida. A desgraça é que haja tantos que o associaram precisamente
com as características opostas. Associaram a fé em Cristo com tudo aquilo que
tira o gosto à vida. No passado um cristão em certa oportunidade disse:
"Eu teria sido pastor, se a maioria dos pastores que conheci em minha
juventude não tivessem tido o aspecto de empregados de funerárias e agido como
tais." Precisamos redescobrir o brilho e a alegria da fé cristã. Em um
mundo angustiado o cristão deve conseguir manter a serenidade. Em um mundo
deprimido, o cristão deve seguir sendo inundado pelo prazer de viver. A vida
cristã deve ser algo tão radiante a tal ponto de transmitir sabor de esperança
às pessoas que vivem sem esperança.
Conclusão
Infelizmente, com muita freqüência, muitos cristãos tem passado a imagem
que ser cristão e sinônimo de uma vida sem graça. Isto afasta ainda mais as
pessoas das igrejas evangélicas. Na verdade, em qualquer lugar que o cristão
esteja, deve ele ser o sal da Terra. E como tal, deve ser o difusor da pureza,
do poder anti-séptico e do sabor a este mundo.
Antonio E F Pacifico
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