segunda-feira, 9 de julho de 2012

Antonio E F Pacifico - O sal da terra


O SAL DA TERRA

Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. (Mateus 5:13)

Introdução

Quando Jesus pronunciou estas palavras, usou uma expressão que depois se tornou o maior elogio que se pode oferecer a uma pessoa. Se desejarmos sublinhar a solidez, utilidade e valor de alguém podemos dizer: "Pessoas assim são o sal da Terra." Na antiguidade o sal possuía um valor muito grande. Na verdade, o sal pode ser relacionado com três qualidades especiais:


I. O sal se relaciona com a ideia de pureza.

A cintilante brancura do sal faz com que a associação com a pureza seja fácil de ser entendida. Os romanos diziam que o sal era o mais puro do mundo porque procedia de uma das coisas mais puras que existe: o mar. Portanto, para que o cristão seja o sal da Terra, deve ser um exemplo de pureza. Uma das características do mundo em que vivemos é a diminuição das exigências morais. No que respeita à honradez, a diligência no trabalho, a retidão, a moral, todas as normas estão sofrendo um processo de rebaixamento. O cristão deve ser aquele que mantém no alto os ideais de uma pureza absoluta na linguagem; (Mateus 12:37). Na conduta e até no pensamento; (Filipenses 4:8). Nenhum cristão pode apartar-se das normas de uma estrita honestidade. Nenhum cristão pode aceitar o rebaixamento das pautas morais em um mundo em que as ruas de qualquer grande cidade são um permanente e deliberado convite ao pecado. Nenhum cristão pode permitir ocorrências de duplo sentido que hoje formam parte da conversação habitual em muitos meios sociais. O cristão vive no mundo, mas como o afirma Tiago, deve "guardar-se sem mancha do mundo" (Tiago. 1:27).

II. O sal se relaciona com a idéia de preservação.

Para impedir que os mantimentos, e outras coisas, apodrecessem ou se corrompessem, para deter o processo de putrefação, usava-se o sal. De maneira que o sal impede a corrupção. Para que o cristão seja o sal da Terra, deve ele cumprir uma certa função anti-séptica (que impede a putrefação) no mundo. O cristão deve ser como um elemento purificador em qualquer grupo em que se encontre presente. Deve ser a pessoa que por sua simples presença derrota a corrupção e faz com que para outros seja mais fácil ser bons.
  
III.  O sal se relaciona com a idéia de dar sabor.

A comida preparada sem sal é tristemente insípida e até pode chegar a ser repulsiva. O cristianismo é para a vida o que o sal é para a comida. Amadurece a vida. A desgraça é que haja tantos que o associaram precisamente com as características opostas. Associaram a fé em Cristo com tudo aquilo que tira o gosto à vida. No passado um cristão em certa oportunidade disse: "Eu teria sido pastor, se a maioria dos pastores que conheci em minha juventude não tivessem tido o aspecto de empregados de funerárias e agido como tais." Precisamos redescobrir o brilho e a alegria da fé cristã. Em um mundo angustiado o cristão deve conseguir manter a serenidade. Em um mundo deprimido, o cristão deve seguir sendo inundado pelo prazer de viver. A vida cristã deve ser algo tão radiante a tal ponto de transmitir sabor de esperança às pessoas que vivem sem esperança.

Conclusão

Infelizmente, com muita freqüência, muitos cristãos tem passado a imagem que ser cristão e sinônimo de uma vida sem graça. Isto afasta ainda mais as pessoas das igrejas evangélicas. Na verdade, em qualquer lugar que o cristão esteja, deve ele ser o sal da Terra. E como tal, deve ser o difusor da pureza, do poder anti-séptico e do sabor a este mundo.

Antonio E F Pacifico


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